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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O espetáculo da transformação das borboletas e a gestão de pessoas


Eu adoro borboletas!
As amarelas são as minhas preferidas! Aliás, amarelas, brancas, laranjas, azuis, qualquer cor!
Eu simplesmente adoro borboletas e a simbologia que envolve o processo de transformação daquela lagarta horrorosa e perigosa.
Segundo um conto antigo um homem estava observando, horas a fio, uma borboleta esforçando-se para sair do casulo. Ela conseguiu fazer um pequeno buraco, mas seu corpo era grande demais para passar por ali. Depois de muito tempo, ela pareceu ter perdido as forças e ficou imóvel.
O homem, então, decidiu ajudar a borboleta: com uma tesoura, abriu o restante do casulo,  libertando-a imediatamente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la, esperando que, a qualquer momento, suas asas se abrissem e ela levantasse vôo. Mas nada disso aconteceu! Na verdade a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas, incapaz de voar.
O que o homem – em sua gentileza e vontade de ajudar – não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura, era o modo escolhido pela natureza para exercitá-la e fortalecer suas asas.
Fazendo uma analogia com gestão de pessoas podemos pensar que algumas vezes, um esforço extra é justamente o que prepara nosso funcionário para o próximo obstáculo ou desafio a ser enfrentado. Quem se recusa a fazer este esforço, ou quem tem uma ajuda errada, termina sem condições de vencer a batalha seguinte e jamais consegue voar até o seu destino ou alcançar aquele objetivo tão almejado.
Portanto, permitir e estimular que as pessoas tenham iniciativa, vontade própria ou que sejam empreendedoras faz com que sejam proativas, característica que agrega valor ao negócio e hoje tão importante no mundo corporativo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Ganhei na Mega Sena!

Você já se imaginou ganhando na Mega Sena?
O que você faria?
Fique atento a sua resposta e com toda a sinceridade me responda: você se imaginou deixando de trabalhar?
Se sua resposta foi positiva, penso ser um importante sinal de alerta de que você poderá não estar, neste momento, feliz com aquilo que você passa a maior parte do seu tempo se ocupando: seu trabalho!
Ter o desejo de dar uma relaxada e retomar logo depois de alguns dias é super saudável, mas pensar em largar seu trabalho ou mesmo encerrar a sua carreira é um sinal claro de que algo não vai bem!
É necessário se fazer um balanço e buscar perceber o porquê da insatisfação! A reflexão pode levar a decisão de tomar novos rumos ou somente de dar um upgrade com o objetivo de agregar novos conhecimentos e dessa forma melhorar a performance.
Descobrir novos caminhos e possibilidades, novos começos é investir em si próprio.
Imaginar-se ganhando na Mega Sena pode fazer com que pensemos na possibilidade de abandonar tudo que de alguma forma não nos traz mais satisfação e passamos a pensar em quantos isso ou aquilo compraríamos, para onde viajaríamos, qual seria nosso rendimento diário, etc, não é mesmo?
Apostamos e esquecemos até do quanto é difícil ganhar na loteria, que a probabilidade disso acontecer é muita remota.
Mas aqui estamos falando de algo muito mais valioso: do sentido do trabalho na sua vida!
Por isso, quer uma aposta mais segura com a probabilidade grande de dar certo?
Pergunte a você aonde quer chegar e aposte na sua carreira!
Investimento em si próprio, esse sim trará todos os dividendos sonhados!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Desejo

Ufa, decidi: vou escrever sobre o desejo!
Foi difícil perceber qual era o assunto desejado!
Mas agora já sei:é falar do desejo que em psicanálise não é algo a ser realizado, mas sim uma falta que nunca será realizada!
Somos seres faltantes e estamos sempre em busca de satisfação para nossos desejos. Melhor dizendo, estamos em busca da primeira e mais importante experiência de satisfação, por isso seremos faltantes para sempre.
Quando uma falta é realizada, logo em seguida vem outra e depois mais outra. Não estarei completa, nunca, pois se cria uma nova demanda a cada realização.
A necessidade é biológica e pode ser satisfeita num objeto adequado, pão para quem tem fome, por exemplo.
O desejo, não. Ele é de outra ordem. Enigmático.
No fundo, no fundo queremos ser preenchidos, plenos, ou seja, almejamos uma impossibilidade. É impossível porque a demanda é a solicitação de uma presença ou de uma ausência, e é sempre  dirigida ao Outro, como um pedido de amor e uma expectativa de preenchimento absoluto, de fusão das almas, de plenitude.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tardinhas

Quando criança, eu era apaixonada por histórias que meus irmãos e tios contavam.
De tardinha, punha-nos em volta da mesa da cozinha para ouvir meus irmãos e tios. Era uma família numerosa, ruidosa, cheia de vida...
Eram histórias de arrepiar e de fazer tremer o mais corajoso que lá estivesse. Lobisomem, mula sem cabeça e assombração. Que medo!
Também tinha muita ternura e ensinamento: Pombinha branca, Filho pródigo, Três porquinhos, Joãozinho e Maria!
Dessa forma virei gente grande: ouvindo e enfrentando os medos e desafios daqueles que me são importantes, percebendo o esforço do trabalho nas lavouras de café, sentindo a energia dos campeonatos de futebol nas fazendas vizinhas e a sensação maravilhosa de aventura ao pegar rabeira nos ônibus que ali transitavam.
Quanto desafio, força de vontade, ensinamento e exemplo!
Viajo hoje entre as lembranças daquelas tardinhas recheadas de bolinhos e chá e de anoiteceres com substanciosos jantares regados a muitas verdades e saberes. Doce de abóbora, arroz doce, canjica, polenta com café com leite, cuscuz.
Cresci assim: ouvindo histórias!
Aprendi a ouvir e observar a vida e suas implicações, a ouvir lembranças e sentimentos!
E foi assim que aconteceu.
Hoje meus dias têm sido acompanhados pelos livros dos mestres e de um desejo pelo saber, que não se completa a cada dia.