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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O encontro possível




“Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
(Fernando Pessoa)

Lendo Fernando Pessoa, se abriram em mim várias associações que me fizeram pensar sobre o que é preciso para que uma pessoa inicie um processo psicoterapêutico. Provavelmente um conflito que não se cala, uma busca de amor e sentido na vida, talvez um desejo de se conhecer mais e melhor. O certo é que, independente do motivo, em algum lugar houve um desencontro, uma palavra não dita ou não ouvida, se instalando aí uma angústia que faz sofrer.
E o que é psicoterapia?
É uma relação entre duas pessoas, elas mesmas. Ponto. Simples expressão do senso comum, mas, por outro lado, repleta de possibilidades. É o encontro a que se propõe paciente e psicoterapeuta no sentido de embarcar, viajar, abrir caminhos, procurar tesouros escondidos, respostas jamais imaginadas. Portanto, é um encontro possível de ser vivido onde aquilo que o paciente traz encontrará acolhimento. É também um possível campo de desenvolvimento, naturalmente levando-se em conta o embasamento teórico e prático dos grandes mestres psicanalíticos.
O encontro possível: o de si mesmo!

Referências:
GENTILEZZA, Luciana. Cataventos do Sentir: o trabalho psicanalítico com crianças. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2007
MONTAGNA, Plínio. Além da transferência e da contratransferência: o encontro. Revista Brasileira de Psicanálise, São Paulo, volume 35, nº 3, p. 531-542, 2001

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O espetáculo da transformação das borboletas e a gestão de pessoas


Eu adoro borboletas!
As amarelas são as minhas preferidas! Aliás, amarelas, brancas, laranjas, azuis, qualquer cor!
Eu simplesmente adoro borboletas e a simbologia que envolve o processo de transformação daquela lagarta horrorosa e perigosa.
Segundo um conto antigo um homem estava observando, horas a fio, uma borboleta esforçando-se para sair do casulo. Ela conseguiu fazer um pequeno buraco, mas seu corpo era grande demais para passar por ali. Depois de muito tempo, ela pareceu ter perdido as forças e ficou imóvel.
O homem, então, decidiu ajudar a borboleta: com uma tesoura, abriu o restante do casulo,  libertando-a imediatamente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la, esperando que, a qualquer momento, suas asas se abrissem e ela levantasse vôo. Mas nada disso aconteceu! Na verdade a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas, incapaz de voar.
O que o homem – em sua gentileza e vontade de ajudar – não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura, era o modo escolhido pela natureza para exercitá-la e fortalecer suas asas.
Fazendo uma analogia com gestão de pessoas podemos pensar que algumas vezes, um esforço extra é justamente o que prepara nosso funcionário para o próximo obstáculo ou desafio a ser enfrentado. Quem se recusa a fazer este esforço, ou quem tem uma ajuda errada, termina sem condições de vencer a batalha seguinte e jamais consegue voar até o seu destino ou alcançar aquele objetivo tão almejado.
Portanto, permitir e estimular que as pessoas tenham iniciativa, vontade própria ou que sejam empreendedoras faz com que sejam proativas, característica que agrega valor ao negócio e hoje tão importante no mundo corporativo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Treinamentos comportamentais


Podendo ter como base o resultado da Pesquisa de Clima Organizacional, os treinamentos comportamentais têm como principal objetivo o desenvolvimento pessoal de cada um dos participantes para que seja criada uma organização mais humanizada. As dificuldades encontradas no ambiente de trabalho se referem muito mais a questões comportamentais do que de conhecimento ou de habilidades específicas.

Recebimento mais constante de feedback sobre desempenho, maior variedade e adequação de tarefas, liderança, resolução de conflitos, relacionamento interpessoal, comunicação, entre outros, são temas constantemente abordados, pois os ambientes de trabalho continuam se ressentindo de conflitos latentes, de desencontros nas comunicações, de comportamentos negativos, enfim, de grandes dificuldades para uma convivência prazerosa e produtiva entre pares e entre líderes e liderados

As pessoas precisam saber administrar conflitos, tirar melhor proveito de seu tempo, comunicar-se adequadamente, negociar interesses e estabelecer relacionamentos estratégicos – além de colocar as emoções para trabalhar a seu favor e não contra elas e contra a organização